sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Palomar

"(...) estar morto (...) significa habituar-se à desilusão de se encontrar igual a si mesmo num estado definitivo que não pode mais pretender mudar".

"Esse é o passo mais difícil para quem quer aprender a estar morto: convencer-se de que a própria vida é um conjunto fechado, todo no passado, ao qual já nada mais se pode acrescentar; tampouco se podem introduzir modificações de perspectiva nas relações entre seus vários elementos".

CALVINO, Italo. Palomar. São Paulo: Companhia das letras, 1994. ps.110-111

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